Crônica: Construindo um ritmo municipal

pessoas andando

por Fernando Cássio, em abril de 2018

Anualmente, o barracão de qualquer escola de samba trabalha freneticamente, com diversos profissionais, conciliando a energia coletiva e direcionando o trabalho conforme um enredo próprio, incutindo esse ritmo junto aos seus integrantes. Procura-se uma sintonia que culmine e transmita organização e uma coesão produtiva. O julgamento, do resultado desse trabalho, será o último estágio, após longos e diversos ensaios, posicionando cada membro e a própria agremiação diante dos anseios da comunidade e da análise e avaliação de critérios por observadores.

Quadro similar enseja os 5.570 municípios brasileiros, a cada quadriênio, durante o sufrágio eleitoral e após seu resultado, no processo de estruturação e montagem da condução gerencial de cada município. Enredo, ritmo e evolução são preocupações dos grupos políticos eleitos, além da sistematização administrativa voltada para produzir resultados (em ofertas de serviços públicos), na tentativa de reduzir os distanciamentos entre as políticas públicas e os anseios sociais, à luz de derivados observadores.

Mas, afinal, qual seria a magia gerencial proposta para conduzir tamanha corporação com a complexidade simultânea de um ambiente de governo e um ambiente geográfico, onde florescem múltiplos problemas setoriais, transversais e pressões? Como garantir o funcionamento da engrenagem pública, a produção e a produtividade? Que tipo de mecânica, ajustes e incentivos devem ser adotados na estrutura organizacional, no quadro de pessoal e nos processos administrativos, para restabelecer um ritmo apropriado à característica do grupo político eleito? Que conjunto de conformidades, nacionais e internacionais, devem balizar a postura dos gestores nas diversas camadas hierárquicas? Como aproximar e estreitar a atuação dos setores administrativos, de forma que atuem num mesmo ritmo, sem perder o vigor diante dos numerosos desafios?

visão holística sobre a cidade

Antes de tudo, é importante ressaltar que, por delegação da sociedade, a gestão pública municipal tem o dever fundamental de garantir a dignidade humana e os direitos sociais. Essa deve ser a determinação principal de qualquer governo!  Os desejos e propósitos governamentais precisam preservar a garantia dos direitos humanos e a qualidade de vida dos munícipes (crianças, jovens, adultos e idosos), na suas mais diversas representações, formas, necessidades e participações. A sociedade também vivencia a alternância entre seu papel de espectador e ator, clamando, protagonizando e exigindo mudanças. A sociedade postula por governos ágeis, menos burocráticos e mais alinhados e próximos à problemática urbana. Caberá à representação municipal estabelecer um propósito coletivo, direcionador e estrategicamente abrangente, refletindo nas políticas públicas, no orçamento e na gestão, com ímpeto para discorrer, de forma coordenada, diante das pressões e desafios que o cercam. Os governos necessitam ter capacidade para fomentar, gerir, realizar, financiar e direcionar ações, que atendam aos princípios do desenvolvimento sustentável (proclamados pela ONU), reduzindo as desigualdades, ampliando a justiça social e gerando oportunidades, nas mais diversas formas, ensejando uma busca pelo crescimento e pelo desenvolvimento local, baseado no empreendedorismo e pela busca de vocações, criando, acima de tudo, empregabilidade para sua gente.  Os governos precisam também explorar, conviver, partilhar e ampliar o engajamento dos munícipes, envolvendo-os e criando condições saudáveis de participação e fortalecimento dos diversos arranjos que devem ser construídos. É necessário que se estabeleça um modelo gerencial e uma crença, pautados numa onda de seriedade e de transformações, capaz de ativar o espírito de coletividade e bem comum, onde a visão de futuro resida, unicamente, na busca por uma cidade mais humana e inclusiva.  É preciso que os governantes busquem uma administração participativa, coesa e alinhada nos diversos níveis hierárquicos e junto as outras instâncias de poder, exercitando articulações que fortaleçam as relações geopolíticas e metropolitanas. Que seja transparente e que promova meios suficientes no seu cotidiano administrativo.

Reorganizando a engrenagem – Para que isto aconteça, a máquina pública precisa ser robusta e profissional. Seu quadro técnico precisa estar igualmente alinhado e vocacionado para criar condições favoráveis de práticas de mudanças. Precisa ter persistência para suplantar adversidades. Precisa ter dinamismo para simplificar e ousadia para implementar soluções inovadoras, baseadas em tecnologias, reavaliando e rompendo formas e modelos arcaicos em todos os níveis de atuação governamental. Precisa manter um radar e um canal de diálogo permanente e verdadeiro com a população. Precisa enxergar além do limite temporal do mandato, propondo avanços estruturadores, antecipando e redesenhando a evolução da própria cidade.  E finalmente, a estrutura municipal precisa ter a capacidade para arregimentar os servidores e a população, articulando e formulando formas que permitam maior participação cívica, cooperação, voluntariedade e sinergia.

Para cumprir tal trajetória, os governos precisam criar estratégias e planos operativos que reflitam tais compromissos. Precisam amoldar a estrutura pública para atuar, agir e pensar da mesma forma. Criar musculatura e musicalidade, para manter uma marcha cadente, coordenada e um só ritmo.

Os governos também precisam acompanhar, monitorar e avaliar o desempenho das suas inciativas e intervenções, assegurando-se de números, gráficos, índices, estudos e previsibilidades, possibilitando um efetivo controle de rota e avaliação da qualidade do seu esforço.  Precisa gerenciar os gastos e os desperdícios na máquina e na cidade, priorizando e viabilizando o uso de recursos financeiros para investimentos em prol do fortalecimento da própria máquina e da cidade, inclusive captando recursos adicionais através de outros entes e organizações não governamentais.

 

condução estratégica do ambiente público

Harmonia, estratégia organizacional, time afinado, desempenho e valores – representa uma sinfonia perfeita. Nada impossível em qualquer ambiente corporativo! É claro que contar com a sorte não faz mal nenhum, porém sem esses componentes não é suficiente declarar uma condução estruturada. Implantar um processo de governança corporativa exigirá dos gestores uma postura incomum, suor e dedicação. Os governantes que melhor se destacaram na última década, se apropriaram de metodologias científicas, conceitos administrativos, princípios internacionais e proatividade. Fizeram uso de modelos integrados de gestão! Nos bastidores adotaram condutas inicialmente pertencentes ao mundo privado. Impulsionaram e hastearam bandeiras inaugurando diversas frentes de compromissos, alterando a visão monocular, simplória e de pouca profundidade, de se fazer política. Exercitaram o direito de diagnosticar a cidade, propondo perspectivas e resultados estratégicos, convergindo programas estruturadores e ações prioritárias, de curto, médio e longo prazo, para estes fins. Publicizaram essas expectativas e suas previsões orçamentárias, declarando tudo que precisa ser feito. Reorganizaram as finanças, viabilizando e redirecionando recursos para investimentos de maior valia e envergadura social. Reformularam o ambiente público, para assegurar modernidade e competência, onde o alcance dos resultados aconteça com maior fluidez, eficiência, satisfação e produtividade.

Eu tenho um sonho! E muitos gestores coadunam da mesma crença. Então, vamos colocar os blocos na rua, sem medo de ser feliz…..

Anúncios

Crônica: Estado, Governo, Produção e Produtividade.

cronica-produtividade-publica

por Fernando Cássio, em dezembro de 2016.

Inércia (1ª lei de Newton) – você já se imaginou num corredor de hospital público, acomodado numa maca, à mercê do tempo e da falta de atenção? Este é um cruel e corriqueiro cenário de inoperância, dependência e angústia no Brasil. Um atendimento público sobrecarregado e sempre ineficaz.  Convêm refletir sobre os desdobramentos  que imputam causas e responsabilização aos condutores dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, nas atitudes e nos descaminhos que atrelam dificuldade ao cotidiano da vida nacional e alcançam a máquina pública. Os principais atores desse cenário caótico são os homens públicos e suas atuações.

Acelerando a massa para ganhar força (2ª lei de Newton) – os cidadãos foram obrigatoriamente convocados a desconfiar, cobrar mudanças e impulsionar transformações. Tudo em função da crise moral, ética, econômica e fiscal! Mas, também em função da baixa produção pública e em função dos excessos cometidos no uso do poder. Entre tantas descobertas, parece que atingimos o fim do poço da imoralidade! O homem público perdeu a credibilidade e por consequência também perdeu a legitimidade para tratar e conduzir a vida da sociedade, direcionando, com exclusividade,  o futuro dos cidadãos. A situação é tão difícil que sequer conseguimos diferenciar propósitos reais, intenções, falácias e engôdos. Recentemente, a organização Gfk Verein, realizou pesquisa mundial de mercado sobre reputação de diferentes profissões e detectou que apenas 6% da população brasileira confiança nos políticos. Eles compõem o extrato dessa desarrumação! Para a democracia e a república essa projeção e endemia contrariam, subvertem e contaminam os atributos que manteriam a coesão social e o próprio sentido de nação. Uma luz vermelha se acende! Mas é claro que nem tudo está perdido! Parece que algo aflorou nesse cenário catastrófico e imoral. Talvez, uma revolução branda! Uma insurreição amena que propagou e alcançou as ruas, catando gente e acordando a sonolência cidadã, avisando que é chegada a hora de tratar seus próprios interesses e reivindicações. É hora de acompanhar de perto os passos e as artimanhas produzidas no parlamento e por todos os demais que influenciam a negatividade e a degeneração pública. Passamos a discutir abertamente os problemas nacionais, cobrando à necessária evolução do Estado e tudo aquilo que orbita em seu entorno, além da manutenção do estado de direito. Cobra-se o respeito às instituições. Cobra-se a reversão da imagem tradicional do homem público, que pouco acrescenta e que consome a esperança social. Cobra-se pelo excesso de regalias e por uma justiça mais equânime, sem tantas vírgulas, sem foro privilegiado e excepcionalidades, em prol de alguns, inclusive dos próprios magistrados.  Questionam-se as falsas posturas que encobrem oligarquias, sugando a vida e a evolução dessa nação. Os discursos que forjam ficções a cada quadriênio. O desejo do prazer venal acima do interesse público e coletivo. A falta de conduta, zelo e princípios. Quem sabe, nesse momento, foi dada a largada para o início da extinção dos casuísmos e fisiologismos ou, ainda pior,  a falência total das instituições e do Estado! Cabe ressaltar que as principais carências sociais se mantêm ativas ao longo dos 516 anos de existência deste país, na mesma proporção da avidez. Talvez, historicamente seria um prazo insuficiente para forjar uma nação sadia.Uma sociedade mais robusta e uma máquina mais eficiente. Talvez!

A manutenção dos índices sociais negativos e a ausência de mínima infraestrutura nos diversos setores coordenados pelos governos indicam que algo está muito errado. Sem efetividade e avanços sustentáveis, sem lastro para as garantias sociais e constitucionais, sem mudanças na formação social, nos caracterizamos como contorno de nação, um ajuntamento de autofágicos e autoflagelados, que consomem uns aos outros, na tentativa egoísta de amenizar a posição individual na estratificação social. Um salve-se quem puder! Ao mesmo tempo, esse sopro de cidadania e impulsividade, que empurrou a passividade, teve como estopim a impaciência popular diante das ilicitudes, dos desvios de recursos públicos e dos desmandos, consubstanciados pelo livre acesso às informações. A imprensa foi a combustão necessária para clarificar os indícios da deformação geral. Sem soluções para problemas históricos, sem inovações e altos níveis de inflação, além da leviandade, conchavos e graves escândalos apontando a matriz da desonestidade fincada e atuando, concomitantemente no poder público e nas várias esferas, não haveria de existir bondade e aceitação. A violência urbana crescente, num grau de homicídios diários, comparada a uma guerra civil, ativa e interminável, corrobora para o insucesso e o quadro dantesco. A principio a sociedade dá sinais de que cansou da forma da atuação  dos grupos que aliciam o ambiente público e a população. Cansou do estereótipo, sem lastro e bagagem profissional, na maioria dos casos, sem conhecimento e experiência em gestão pública, daqueles que atuam despreocupados contra os alicerces sociais, aventurando-se a utilizar o Estado, na maioria dos casos,  apenas por capricho, interesse comercial e enriquecimento rápido, disfarçando um inexistente  interesse social. Talvez, a pressão popular e a força do voto criem um caldo suficiente para modificar essa engrenagem e seus componentes. Somente o tempo dirá! Contudo, essa mesma força mecânica social, essa onda que almeja a regeneração ética, sem dúvida, refletirá no ambiente estatal, emergindo outras camadas e  categorias de agentes públicos.

A toda ação haverá sempre uma reação (3ª lei de Newton) – após o sufrágio eleitoral é  garantida a plena ocupação democrática do Estado pelos governos eleitos. Um tempo em que a fragilidade do Estado se configura, em função da ausência de instrumentos e regras que não delimitam a ocupação. O Estado passa a ser domado!  Correm os direcionamentos e as decisões políticas, para garantir a suposta governabilidade, apropriando-se, inclusive, do domínio do funcionalismo, cooptando agentes públicos, acomodando o nepotismo cruzado dos cargos  e redirecionamento a forma de condução do processo da produção pública.  Categorias e castas tradicionais de profissionais públicos são chamadas a contribuir e se debruçar diante dos movimentos partidários, ultrapassando o limite prudencial do zelo cuidadoso ao Estado. São momentos de benefícios e subsídios apaziguadores proporcionados pelo poder dominante dos passantes. O início do demérito se propaga!  Enquanto isso, o eleitorado aguarda a ousadia criativa! A esperança na transformação e à espera dos resultados. O cumprimento dos compromissos eleitorais. O fornecimento de serviços públicos com qualidade, economia e com emprego de tecnologias. Ora, sem continuidade no desenvolvimento dos projetos e ações, sem comprometimento com os resultados, sem engajamento, além da limitação financeira, o engessamento do mundo público se perpetua. Um custo operacional altíssimo, se comparado a qualquer outro segmento de negócio. E uma linha de produção descomprometida com a análise da equação financeira sobre a contabilidade de custos. O Estado não almeja lucro, nem tão pouco avalia prejuízos! E se não faz apuração, não possui cultura, deixando de valorar a produção e  a produtividade.

Essa paralisia com gastos excessivos e corrupção latente poderá ascender uma reação da nação, exigindo a reformulação da máquina e do próprio Estado. Exigindo um  maior controle e domínio sobre si mesmo. Uma nova composição de regras e estruturas, superando os tempos e as pressões dos grupos políticos.

Um segundo estágio de depreciação se evidencia internamente no funcionamento da engrenagem pública. Na ausência de políticas e mecanismos de medição de desempenho, pontuando o merecimento do esforço individual (de profissionais, de categorias e corporações), ou ainda pior, na subutilização dessa prática, atuando na  recomposição de outras naturezas e perdas, resulta o esvaziamento do conceito da produtividade pública. O empreendedorismo se limita ao caráter e ao sacerdócio de alguns, não existindo qualquer correlação e preocupação quanto à taxa de desempenho ou sucesso. Os currículos desses profissionais se limitam aos cursos de extensão, balizando apenas  avanços financeiros individuais,  sem que haja qualquer qualificação de mérito em função da implantação de projetos, práticas e experiências voltadas à criatividade e à inovação. Sem performance e  sem inspiração o desinteresse profissional ocupa à administração pública! Sem acompanhamento e cobrança por resultados não se instala uma cultura organizacional de competitividade.   Não há um padrão e um sentimento, corporativo e individual, focando melhorias e realizações anuais. E aí, a mesmice, a lentidão e a burocracia ocupam o espaço da eficiência, com uma estrutura deficitária e escravizada pelo poder passante. Eternamente incapaz de solucionar os mais diversos problemas e responder às pressões sobre o Estado.

Assim, a degradação segue consumindo e desencadeando o colapso geral. São mais de 5.500 municípios, três esferas e vários níveis de governo. Não somos o 1º colocado no ranking da OCDE, no número de funcionários públicos comparado ao quadro total de trabalhadores do país, porém apresentamos rendimentos salariais superiores (com destaque para os cargos do judiciário e legislativo) perante os países em melhor situação econômica, a exemplo dos Estados Unidos, com uma renda por habitante cinco vezes superior à brasileira. E paramos por aí!

Mas, os escândalos e as descobertas de novas quadrilhas, atuando no ambiente público e no exercício do poder, se avolumam e acrescentam mais descréditos, internos e externos. Uma reputação frágil e de baixa confiança. Um Brasil minúsculo, vergonhoso, encalacrado nos seus próprios desacertos, que dissolve, a cada minuto, o senso e a consciência moral, além do respeito. Uma nação doente que vagueia sem sentimento de cidadania, nacionalismo e coletividade. Um perfeito desastre! Afinal, para onde estamos indo? E você, o que faria se estivesse num corredor de um hospital público, à mercê do tempo e da falta de atenção? Lute. Lute a todo custo! Lute como cidadão politizado e não como cidadão partidário. Esqueça momentaneamente os movimentos partidários sem crédito. Mas, lute, acima de tudo, para sobreviver e cuidar dos seus. Da próxima geração…..

PT Saudações

Vela_apagando

por Fernando Cássio, em maio de 2016

Quem traiu o povo? Onde ficou o idealismo partidário e a ideologia? Quem resolveu avançar na arte do desfazimento? Particularmente, eu votei, um dia,  por mudanças sociais e seriedade. Buscava algo ou alguém diferente. Mais sintonizado com as causas populares e mais sintonizado com preocupações sociais. Buscava por valores esquecidos e por uma necessária  mudança de comportamento político e da própria sociedade. Não dei minha assinatura em voto, para organizar e compor uma possível quadrilha de piratas, supostamente assaltando os cofres públicos e compondo conluios com fornecedores, salvo melhor juízo de valor, o que não parece ser irrefutável, considerando a atuação do Supremo Tribunal Federal, do Ministério Público Federal, da Polícia Federal e da imprensa livre. Não autorizei a formação de um grupo de irresponsáveis, supostamente caracterizados como gestores públicos, para levar o país ao abismo e ao pleno caos econômico, financeiro e social. São mais de 10 milhões de desempregados, uma cadeia produtiva quebrada, uma desconfiança na atuação pública, uma inflação em franca ascensão e falta de legitimidade para governar.

Mas este dia 12 de maio será um marco histórico. O fato não reside na retirada de mais uma autoridade, pois essa ação deve ser encarada na probabilidade matemática da ocupação política. É fato comum, corriqueiro e necessariamente exemplar. Um risco para quem decide se candidatar ao exercício do poder e do parlamento. Políticos caem aos montes, em qualquer país do mundo, como se fossem frutas alcançadas e desgastadas pelo tempo.  É natural! Mas, devemos ressaltar, neste momento, o vigor da democracia sendo praticada ao vivo, com a plena participação e cuidado. Quase uma festa no mundo latino,  disputando espaço e atenção com outros temas  mais populares.  O  Partido dos Trabalhadores – PT deve encarar este momento para uma  reflexão particular. A situação indica a contaminação plena, quando se praticou  o exercício político com o exercício do poder, sem os devidos cuidados éticos. Quando o limite da confiança foi ultrapassado. Quando não ouviu seus pares congressistas. E quando, simultaneamente, foram ampliando os indícios, os rumores e as provas das ilicitudes, sem contra provas convincentes.

Este último capítulo, envolvendo a destituição do cargo, passa a ser uma mancha histórica e irreparável no currículo do partido e de seus membros. Adiante, o PT estará morto ou seguirá cambaleante e desqualificado? Somente o tempo dirá. Mas, nem tudo foi perdido!  Aprendemos, com o legado positivo, que o país é feito de várias matizes que precisam ser ouvidas e atendidas. Aprendemos e fortalecemos o senso crítico constitucional. Em cada canto desse país, todos indistintamente passaram a entender e participar dos meandros relacionados às práticas e aos normativos que exigem da conduta política e social. Passamos a compreender a necessidade dos limites da moralidade e da ética  e o contexto de nação. Assim, vamos seguir adiante, apostando que algo de bom ficou entre tantos desacertos…

Crônica social: Aluga-se

por Fernando Cássio, em abril de 2016

OPORTUNIDADE DE NEGÓCIO – mobiliado, com ampla vista e diversos cômodos. Pré-vago a partir de domingo, dia 17/04. Inquilino anterior já recebeu ordem judicial de despejo. Edificação com alguns problemas estruturais, necessitando de faxina e manutenção nos pilares. Padrão sul-americano Vagas adicionais para auxiliares e copeiragem. Localizado no olho do furação. Contrato de locação por apenas 04 anos, sem direito a renovação. Todos os encargos são fracionados no condomínio chamado Brasil. Aceita-se distrato, caso não dê conta do imóvel. Exige-se garantias para a ocupação, inclusive ficha corrida e pretensões. O fiador deve ser a Nação. Será de exclusiva responsabilidade reparar todos os danos causados Deve-se manter as boas condições para devolvê-lo em ordem, ao final do contrato. Vistorias poderão ser realizadas a qualquer tempo. São permitidas mudanças internas. Não poderá haver sub-locação. Direitos e Obrigações adicionais estão baseados na Constituição Federal. Os interessados devem se apressar, pois já recebemos várias ofertas. IMOBILIÁRIA SUFOCO DE VIDA – nosso lema: a sua satisfação pode não ser a nossa.

 

Palácio_do_Planalto (1)

Crônica social: Reflexos e Reflexões

rei_olhando_espelho

por Fernando Cássio, em abril de 2016

Quem conspirou contra o país? Quem se envolveu em conchavos para garantir e movimentar o uso ilícito de recursos? Quem ludibriou a população? Quem ascendeu a desconfiança? Quem utilizou do poder para o enriquecimento próprio e de terceiros? Quem feriu a Constituição? Quem zombou da ética? Quem cometeu atos de abuso no exercício do poder? Quem consentiu o enquadrilhamento de cargos públicos? Quem instigou a ira, a raiva e a decepção da nação? Quem corrompeu as estruturas hierárquicas da máquina estatal? Quem tentou aniquilar as posturas, as condutas, os princípios e a moral? Quem tentou subverter os valores e a ordem? Quem proporcionou a destruição da cadeia produtiva nacional? Quem não zelou pelo país e facilitou a expropriação? Quem confiscou as esperanças e os negócios? Quem reativou a inflação e o desemprego? Quem foi investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público? Quem foi preso? Quem são os malfeitores? Quem são os acusados, suspeitos e réus? Quem são os piratas e bandidos? Seria você? Somos nós? Avalie junto ao espelho as causas e as dificuldades pessoais, de sua família, amigos e o entorno. Quem deu causa a tudo isto? Domingo, dia 17/04/2016, é tempo de mudança. Há tempo para tudo. Tempo de guerra e tempo de paz…….

 

Crônica social: Porta da Rua

download (1)

por Fernando Cássio, em abril de 2016

Já não pairam mais dúvidas! Porém, ainda precisamos dividir e conviver, num mesmo espaço, com brasileiros comuns e gente manchada, composta por um seleto grupo de profissionais, com conduta pirata, que exacerbou do direito de provocar os instrumentos constitucionais, durante o exercício do poder, reduzindo a confiança nacional e arranhando a ética, Apenas aguardamos o momento solene, no excesso de cavalheirismo, para abrir a porta da rua e solicitar, gentilmente, a retirada em fila. Para os rubros, na face e não de camisas, será um ato constrangedor. Mais um! Porém, cerrada a porta, eis o momento do recomeço! Nada indica que estaremos sarando a política, os enfermos e o próprio país, pois a contaminação já se alastrou, alcançando células jovens e maturas, além do futuro. Tão pouco os vícios serão sanados, mesmo com as cicatrizes presentes. Adiante, serão anos a fio! Desejos de assepsia! A placa “nova administração” será essencial, evidenciando a vontade da nação aos olhos do mundo. Então, vamos apostar na sorte, na fé e na índole. Vamos em frente…..

Passando a Borracha

borracha1

por Fernando Cássio, em janeiro de 2016

Parece uma tarefa fácil? Antes de tudo confesso que gostaria de ter nascido com o dom da inventividade. Desde criança carrego este sonho. Profissão, inventor. Nada mais original e distante do conturbado e repetitivo mundo das mesmices. Contudo, também observo a pressa dos concorrentes.  Quase tudo já foi criado. Apenas uma ideia original e singular ainda não foi colocada em prática por ninguém. A borracha! A borracha  que apaga as amarguras e as tristezas, assim como a borracha que apaga as tatuagens. Ambas terão sucesso garantindo, quando estiverem em franca produção e à disposição de uma sociedade corroída pelos vícios do modismo e pela maré de azar, que aflige sem piedade este país. 2015 deveria ser apagado da história contemporânea. E os possíveis desalentos também deveriam ser formatados. Foi o ano incapacitante e inoperante! Uma paralisia geral! Uma ziquizira que contaminou, alcançando indistintamente todas as classes e os setores. Quem vivenciou, de perto, perdeu algo. No mínimo, perdemos a dignidade nacional! Tão ruim e maldoso, que revolveu invadir, sem permissão, transfixando o ano seguinte, deixando uma densidade negativa instalada. Porém, essa praga generalizada que tomou posse dos capítulos político, social  e econômico e do enredo Brasil têm poder destrutivo maior e seu alcance vai mais além que um  baixo astral momentâneo.

É fruto do descontrole, da ingerência, das atitudes descabidas e dos comportamentos antissociais que se perduram, perturbam e evoluem. Um contexto desmoronante, que promove o afrouxamento do caráter  e que aniquila o ordenamento público. Uma pátria em declínio moral, com incertezas, sem inibição, arrastando tudo e todos. O ímã da decadência. Uma nação de cidadãos encalacrados e distantes dos princípios. Quem ainda não foi atingindo ou prejudicado não está imune. Não se iluda! As mazelas estão caçando novos adeptos. Os requisitos são incontáveis. Um povo com aptidão natural para conviver e sofrer com as deficiências, públicas e privadas, que infestam todos os recantos. Neste exato momento, não há nada que ofereça credibilidade ou confiança. Nem mesmo prezamos pela segurança, nas derivadas formas, ou prezamos pela governabilidade. Não há pacto! A violência, sem combate e sem uma política nacional, se associa a outros eventos desastrosos, interferindo na paz e acrescentando uma instabilidade psíquica, um processo mental continuado, da perfeita ausência do Estado e do sentimento de cada um por si. O cinismo e a incompetência estão fazendo dueto no palco principal, onde tudo passou a ser teatral, sem simulações ou disfarces. De cara lavada, estampada e gritante! Parece excesso de pessimismo? Talvez! Faça uma breve avaliação do cotidiano. Tente localizar algo que inspire confiança, credibilidade ou honestidade. Escolas, hospitais, qualquer tipo de profissional ou serviço, produtos, legislações, homens e ações públicas, etc.. Nada está imune no Brasil! Talvez, ninguém ou espécie alguma tenha a capacidade suficiente. Capacidade de carregar crenças positivas e um grau mínimo de legitimidade, para estabelecer um novo ordenamento. Ou manter-se ileso. Basicamente uma sociedade sem antídoto! Sem liderança e sem direcionamentos. Uma sensação de conspiração geral! Um ambiente marcado e assentado pela falta de atributos e pela ausência de zelo. Uma época onde a esperteza, a incapacidade e a inaptidão dominam e sobrepõem.  Quando os desejos individuais sobrepõem à coletividade e o bom senso. Um descumprimento crescente e passivo que ilude. Uma ganancia, apimentada pela agressividade, pelo desrespeito e pela impaciência.  Que degenera, falsifica e gradativamente altera os paradigmas, recriando e derivando para uma construção irregular de práticas diárias às avessas. Demonstrando e firmando apenas vestígios de ética. Uma marcha e jornada que acrescenta um novo formato de convivência, relacionamento e um novo modelo de sociedade.

Mas, e o futuro promissor? Que futuro! Quando deixamos germinar, sem cuidado, a semente da instabilidade, a  corrente do mau e a geração da colheita maldita, estamos construindo e cultivando uma nova ordem através do caos. Porque estamos transformando essa nação em rabiscos? Onde estará  a borracha e onde estarão os insurgentes…..

DILMA PESSOA JURÍDICA CONTRA DILMA PESSOA FÍSICA

2015-12-21T221532Z_1_LYNXMPEBBK1GQ_RTROPTP_2_POLITICA-DILMA-POSSE.JPG.cf

por Fernando Cássio, em 22/12/2015

Passaremos a régua no ano de 2015. O que frutificou? Nada! Provavelmente nada, senão múltiplas prisões e acordos de delação. Um governo alicerçado por seguidas manchetes policiais e malabarismo em vários setores. Visões e exemplos negativos de um país incompetente, envolto na criminalidade e nas ilicitudes. Fatos que passaram a ser corriqueiros, sobrepondo atos de avanços. Popularizaram o criminoso político e o caçador de bruxas, na imagem personalística do juiz salvador. Popularizam a imagem de um governo incapaz, criado apenas para a autodefesa das próprias mazelas. Que nasceu hesitante e duvidoso e que se mantém pelo movimento de seguidas descobertas investigativas, especializando-se em projetar gestores que atuam, simultaneamente, nos bastidores do crime e nas formalidades do poder central. Cargos, órgãos e posturas arranhando a confiança e a imagem do Estado. Guiando um país desgovernado, que continua descendo a ladeira. Uma autofagia legítima ou ilegítima? Uma leniência coletiva? Talvez, os brasileiros, a ética e a moralidade já identificaram a fatalidade que se meteram e o iminente desastre que alcançará toda a nação. Neste momento, estamos percorrendo uma descida íngreme que pegou embalo. Um constrangimento geral. Mas, é chegada a hora das previsões e dos gurus. Neste quesito, qualquer brasileiro, em sã consciência, passou a ter o dom da premonição. 2016 já está contaminado e apodrecido. Apenas uma pessoa continua confiante. Não sabemos se compreendem os pensamentos de uma pessoa jurídica ou física…….

MANIFESTAÇÕES DO INCONSCIENTE

por Fernando Cássio, em 14/11/2015

12341546_914228561958106_6573244230228042930_n

Não duvidem os políticos! E não duvidem deles também! No inconsciente de cada brasileiro, seja homem, mulher ou criança, evolui ativa e progressivamente a sensação da desordem e da desonestidade encampando às organizações públicas e a sociedade brasileira. Uma sensação de roubo e do conluio de interesses pessoais sobrepondo aos interesses coletivos dessa nação. Uma perfeita visão captada na mistura leviana, noticiada pelas múltiplas relações danosas entre representantes públicos e fornecedores, que se aproveitam do espaço do poder para desviar vultosos recursos públicos. Não há dúvida quanto ao comportamento desvirtuoso e a perda crescente da confiança, onde a crença apenas pontua mais ilicitudes e mais atos de incompetência, simultaneamente. Cresce um senso crítico apurado, de uma população que aprendeu a cobrar pelos seus direitos, pressionada pelas dificuldades sociais e econômicas do seu próprio cotidiano. Apurada pela deficiência transparente das áreas e atitudes dos governos. Instala-se a ideia do roubo generalizado sem qualquer contra oferta de serviços ou preocupação do dolo. Sem cuidado, qualidade ou intenção do fazer. Afloram mais notícias e mais fatos que colaboram para reafirmar esse comportamento anticívico. Algo que não é estancável! Deploráveis exemplos de convivências ditas republicanas. Tudo culmina com uma sugestiva imagem da lama escorrendo de dentro do país, fruto de tantas outras incompetências públicas generalizadas. Mas, antes que o controle judicial e o Estado de Direito (já arranhados) sejam pressionados para manter o equilíbrio e o retorno à ordem, é importante ressaltar que o julgamento da consciência popular já sentenciou este cenário. E algo está por vir, pois nada se mantém eternamente ou sobrevive apenas nas profundezas do inconsciente…

Crônica social: O governo é ruim! E aí?

image

por Fernando Cássio, em outubro de 2015

Nem tudo são lástimas. Nem tudo é caos. Vale relembrar a máxima de Abraham Lincoln: “a democracia é o governo do povo, pelo povo e para o povo”. Parece que a sociedade aprendeu a exercitar a democracia, com a alta dose da radiação de negligência pública e desgovernabilidade. E parece que os desacertos governamentais são didáticos. Essa ingovernabilidade abrangente trouxe maior participação, atenção e compromisso da sociedade brasileira. O povo deixou de ser apático! Redescobrimos que não existem representantes sem representados. E que não podemos deixar uma procuração com poderes ilimitados, na hipótese da defesa dos nossos direitos, sem que haja obrigações acessórias e sem que haja legitimidade nessas representações.  Ficamos mais críticos e ampliamos o senso coletivo. Um insight sobre o conjunto de artimanhas que produzem efeitos negativos sobre nós. Passamos a não aceitar castas em detrimento da maioria. Passamos a ter maior consciência sobre as movimentações políticas e maior cuidado com o gerenciamento econômico e financeiro do país. Ressuscitamos o medo da inflação e o controle sobre os gastos de qualquer natureza.

As dificuldades instaladas alcançaram nossos lares, indistintamente, inclusive pela violência que cerca, retirando o véu da falácia que garantia uma proteção fantasiada pelos disfarces midiáticos financiados. Empurrando todos nós para uma única realidade de pré-falência social e caos institucional, provocando um amadurecimento repentino. Passamos a abordar estes temas nas redes sociais, cutucando os descaminhos, expondo segmentos e atos, obrigando reflexões e desagravos. Passamos a delatar crimes e delitos pela impaciência de enxergar erros repetitivos e contumazes. Diante de tanta negligência e corrupção, resolvemos reiterar os princípios baseados na ética e  moral, fundamentais para a coesão social. E aí, forma-se, instintivamente, um elo invisível e duradouro que fortalece a própria sociedade, projetando, ao mesmo tempo, uma ruptura com as representações formais, pela  descrença e pela desconfiança. Passamos a cultivar a ciência política, entendendo conceitos e articulando essa prática no cotidiano. Passamos a ser mais incrédulos quanto aos discursos vazios e quanto às posturas públicas. Passamos a cobrar e exigir nossos direitos, em todos os níveis.

Mas, precisamos ainda entender que não existe uma associação entre o crédito social, disponibilizado pelos governos, através da oferta de serviços,  com  a obrigação do pagamento dessa dívida através do voto, permanecendo, como escravos, na dependência, nos currais e no faturamento eleitoral.   Pelo contrário, precisamos pressionar, ainda mais, os governos para que pratiquem resultados com eficiência e envergadura técnica, atendendo às necessidades desse povo. Assim, nem tudo está perdido! A sociedade não se intimidou e condensa uma nova mentalidade. E uma nova feição, mais altruísta, para o homem público. Tudo isto sugere um novo refazer coletivo. Uma marcha na direção oposta.  Quem sabe não estaria florescendo um novo Brasil. Uma nação unificada e com igualdade para todos, assim como sugere Lincoln…..

Crônica social: O mundo público do vale quanto pesa

servidor

por Fernando Cássio, em setembro de 2015

Essa hipótese está intrinsecamente ligada ao mundo público, na vasta imensidão das vaidades que sobrepõem o exercício da administração científica e das qualidades administrativas. Isto não quer dizer que o mundo privado está imune!

Enquanto vamos criando e recriando regras internas, pressionado àqueles que estão lotados na sede das instituições, ao mesmo tempo, este mesmo público, sobrevive, constatando diariamente a falta de tratamento e julgamento equânime para a maioria dos casos corporativos. São estranhas decisões desbalanceadas que vão desqualificando as atuações e a coesão, atingindo, em cheio, os ânimos profissionais, distanciando, inclusive, a meritocracia já disfarçada, o respeito profissional e as situações individualizadas do capital humano, que coexistem no corpo técnico.  Entre elas, está a possibilidade da cessão funcional. Este evento premia alguns, porém não esclarece como alcançar os tais atributos para oportunamente se tornar um favorecido. Aos premiados, adiciona-se um suplemento salarial, outros ganhos indiretos e o selo da diferença funcional. O erro não está na alforria, nem mesmo no desejo compartilhado por todos. Reside no tratamento desigual, na utilização de um processo informal de escolha, emitindo  transferências ao sabor das conveniências e dos interesses [nem sempre coletivos], sem critérios e de livre arbítrio. Reside também na consequente diferenciação  imputando o conjunto de obrigações para quem fica e não possui a “dita”  marca da confiança, criando facilidades para quem se livra das correntes. Evidencia, simultaneamente,  desequilíbrio na tomada de decisão e favorecimentos, em um mesmo ambiente de trabalho. Vale exemplificar algumas disparidades: (i) não haverá mais necessidade de justificar, mensalmente, os contadores de segundos nos registros de frequência, que não julga produtividade, nem produção institucional; (ii) não haverá desconto salarial por atrasos e faltas, assim como não se apropria pagamento pelas horas adicionais, de noites em claro, visando a produção de projetos  ou créditos adicionais em função do desempenho técnico na excepcional qualidade das entregas dos produtos; (iii) não haverá qualquer obrigação no monitoramento funcional ou gerencial, nem mesmo entre o órgão cedente e o cessionário, ou qualquer consequência politico-institucional dessa conexão, senão apenas o despropósito na movimentação contábil da despesa,  como se existissem outras fontes de receitas, senão apenas mais uma operação circunstanciada [de entrada e saída] na mesma conta única.

Assim, vivenciamos um cenário perfeitamente parcial, injusto, onde há desproporcionalidade entre “direitos e vantagens” para alguns e “os rigores da lei” para a maioria. Onde há escolhidos e preteridos. Um cenário onde não se valoriza, não se guarda e não se julga por méritos técnicos e profissionais e não se valoriza as experiências e os feitos incomuns. Longe disso! Enxerga-se exclusivamente as relações e conexões  junto ao poder. Um ambiente favorável a proteger a quem deseja jogar o jogo desleal, induzindo para uma aceitação de artimanhas como única forma de garantir o desenvolvimento e o crescimento particular.  Neste contexto, reduz a participação e o público disponível. Destaca-se, assim, a possibilidade dos erros e a complacência nas atitudes, quando as circunstâncias do cotidiano público exigem deliberações baseados na consciência exclusiva de cada gestor, reproduzindo um modelo gerencial sem padrão. Cria-se, dessa forma, um mundo disfarçado, que produz estragos, visíveis aos olhares cientes daqueles que estão aptos às próximas injustiças ou que já saborearam a corrosiva prática. Ativa-se um ambiente frustrante e uma agressão muda, no clima organizacional propenso às doenças ocupacionais.  Sem dúvida, um lugar que requer evolução…