brasil – extrema unção!

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Crônica: Estado, Governo, Produção e Produtividade.

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por Fernando Cássio, em dezembro de 2016.

Inércia (1ª lei de Newton) – você já se imaginou num corredor de hospital público, acomodado numa maca, à mercê do tempo e da falta de atenção? Este é um cruel e corriqueiro cenário de inoperância, dependência e angústia no Brasil. Um atendimento público sobrecarregado e sempre ineficaz.  Convêm refletir sobre os desdobramentos  que imputam causas e responsabilização aos condutores dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, nas atitudes e nos descaminhos que atrelam dificuldade ao cotidiano da vida nacional e alcançam a máquina pública. Os principais atores desse cenário caótico são os homens públicos e suas atuações.

Acelerando a massa para ganhar força (2ª lei de Newton) – os cidadãos foram obrigatoriamente convocados a desconfiar, cobrar mudanças e impulsionar transformações. Tudo em função da crise moral, ética, econômica e fiscal! Mas, também em função da baixa produção pública e em função dos excessos cometidos no uso do poder. Entre tantas descobertas, parece que atingimos o fim do poço da imoralidade! O homem público perdeu a credibilidade e por consequência também perdeu a legitimidade para tratar e conduzir a vida da sociedade, direcionando, com exclusividade,  o futuro dos cidadãos. A situação é tão difícil que sequer conseguimos diferenciar propósitos reais, intenções, falácias e engôdos. Recentemente, a organização Gfk Verein, realizou pesquisa mundial de mercado sobre reputação de diferentes profissões e detectou que apenas 6% da população brasileira confiança nos políticos. Eles compõem o extrato dessa desarrumação! Para a democracia e a república essa projeção e endemia contrariam, subvertem e contaminam os atributos que manteriam a coesão social e o próprio sentido de nação. Uma luz vermelha se acende! Mas é claro que nem tudo está perdido! Parece que algo aflorou nesse cenário catastrófico e imoral. Talvez, uma revolução branda! Uma insurreição amena que propagou e alcançou as ruas, catando gente e acordando a sonolência cidadã, avisando que é chegada a hora de tratar seus próprios interesses e reivindicações. É hora de acompanhar de perto os passos e as artimanhas produzidas no parlamento e por todos os demais que influenciam a negatividade e a degeneração pública. Passamos a discutir abertamente os problemas nacionais, cobrando à necessária evolução do Estado e tudo aquilo que orbita em seu entorno, além da manutenção do estado de direito. Cobra-se o respeito às instituições. Cobra-se a reversão da imagem tradicional do homem público, que pouco acrescenta e que consome a esperança social. Cobra-se pelo excesso de regalias e por uma justiça mais equânime, sem tantas vírgulas, sem foro privilegiado e excepcionalidades, em prol de alguns, inclusive dos próprios magistrados.  Questionam-se as falsas posturas que encobrem oligarquias, sugando a vida e a evolução dessa nação. Os discursos que forjam ficções a cada quadriênio. O desejo do prazer venal acima do interesse público e coletivo. A falta de conduta, zelo e princípios. Quem sabe, nesse momento, foi dada a largada para o início da extinção dos casuísmos e fisiologismos ou, ainda pior,  a falência total das instituições e do Estado! Cabe ressaltar que as principais carências sociais se mantêm ativas ao longo dos 516 anos de existência deste país, na mesma proporção da avidez. Talvez, historicamente seria um prazo insuficiente para forjar uma nação sadia.Uma sociedade mais robusta e uma máquina mais eficiente. Talvez!

A manutenção dos índices sociais negativos e a ausência de mínima infraestrutura nos diversos setores coordenados pelos governos indicam que algo está muito errado. Sem efetividade e avanços sustentáveis, sem lastro para as garantias sociais e constitucionais, sem mudanças na formação social, nos caracterizamos como contorno de nação, um ajuntamento de autofágicos e autoflagelados, que consomem uns aos outros, na tentativa egoísta de amenizar a posição individual na estratificação social. Um salve-se quem puder! Ao mesmo tempo, esse sopro de cidadania e impulsividade, que empurrou a passividade, teve como estopim a impaciência popular diante das ilicitudes, dos desvios de recursos públicos e dos desmandos, consubstanciados pelo livre acesso às informações. A imprensa foi a combustão necessária para clarificar os indícios da deformação geral. Sem soluções para problemas históricos, sem inovações e altos níveis de inflação, além da leviandade, conchavos e graves escândalos apontando a matriz da desonestidade fincada e atuando, concomitantemente no poder público e nas várias esferas, não haveria de existir bondade e aceitação. A violência urbana crescente, num grau de homicídios diários, comparada a uma guerra civil, ativa e interminável, corrobora para o insucesso e o quadro dantesco. A principio a sociedade dá sinais de que cansou da forma da atuação  dos grupos que aliciam o ambiente público e a população. Cansou do estereótipo, sem lastro e bagagem profissional, na maioria dos casos, sem conhecimento e experiência em gestão pública, daqueles que atuam despreocupados contra os alicerces sociais, aventurando-se a utilizar o Estado, na maioria dos casos,  apenas por capricho, interesse comercial e enriquecimento rápido, disfarçando um inexistente  interesse social. Talvez, a pressão popular e a força do voto criem um caldo suficiente para modificar essa engrenagem e seus componentes. Somente o tempo dirá! Contudo, essa mesma força mecânica social, essa onda que almeja a regeneração ética, sem dúvida, refletirá no ambiente estatal, emergindo outras camadas e  categorias de agentes públicos.

A toda ação haverá sempre uma reação (3ª lei de Newton) – após o sufrágio eleitoral é  garantida a plena ocupação democrática do Estado pelos governos eleitos. Um tempo em que a fragilidade do Estado se configura, em função da ausência de instrumentos e regras que não delimitam a ocupação. O Estado passa a ser domado!  Correm os direcionamentos e as decisões políticas, para garantir a suposta governabilidade, apropriando-se, inclusive, do domínio do funcionalismo, cooptando agentes públicos, acomodando o nepotismo cruzado dos cargos  e redirecionamento a forma de condução do processo da produção pública.  Categorias e castas tradicionais de profissionais públicos são chamadas a contribuir e se debruçar diante dos movimentos partidários, ultrapassando o limite prudencial do zelo cuidadoso ao Estado. São momentos de benefícios e subsídios apaziguadores proporcionados pelo poder dominante dos passantes. O início do demérito se propaga!  Enquanto isso, o eleitorado aguarda a ousadia criativa! A esperança na transformação e à espera dos resultados. O cumprimento dos compromissos eleitorais. O fornecimento de serviços públicos com qualidade, economia e com emprego de tecnologias. Ora, sem continuidade no desenvolvimento dos projetos e ações, sem comprometimento com os resultados, sem engajamento, além da limitação financeira, o engessamento do mundo público se perpetua. Um custo operacional altíssimo, se comparado a qualquer outro segmento de negócio. E uma linha de produção descomprometida com a análise da equação financeira sobre a contabilidade de custos. O Estado não almeja lucro, nem tão pouco avalia prejuízos! E se não faz apuração, não possui cultura, deixando de valorar a produção e  a produtividade.

Essa paralisia com gastos excessivos e corrupção latente poderá ascender uma reação da nação, exigindo a reformulação da máquina e do próprio Estado. Exigindo um  maior controle e domínio sobre si mesmo. Uma nova composição de regras e estruturas, superando os tempos e as pressões dos grupos políticos.

Um segundo estágio de depreciação se evidencia internamente no funcionamento da engrenagem pública. Na ausência de políticas e mecanismos de medição de desempenho, pontuando o merecimento do esforço individual (de profissionais, de categorias e corporações), ou ainda pior, na subutilização dessa prática, atuando na  recomposição de outras naturezas e perdas, resulta o esvaziamento do conceito da produtividade pública. O empreendedorismo se limita ao caráter e ao sacerdócio de alguns, não existindo qualquer correlação e preocupação quanto à taxa de desempenho ou sucesso. Os currículos desses profissionais se limitam aos cursos de extensão, balizando apenas  avanços financeiros individuais,  sem que haja qualquer qualificação de mérito em função da implantação de projetos, práticas e experiências voltadas à criatividade e à inovação. Sem performance e  sem inspiração o desinteresse profissional ocupa à administração pública! Sem acompanhamento e cobrança por resultados não se instala uma cultura organizacional de competitividade.   Não há um padrão e um sentimento, corporativo e individual, focando melhorias e realizações anuais. E aí, a mesmice, a lentidão e a burocracia ocupam o espaço da eficiência, com uma estrutura deficitária e escravizada pelo poder passante. Eternamente incapaz de solucionar os mais diversos problemas e responder às pressões sobre o Estado.

Assim, a degradação segue consumindo e desencadeando o colapso geral. São mais de 5.500 municípios, três esferas e vários níveis de governo. Não somos o 1º colocado no ranking da OCDE, no número de funcionários públicos comparado ao quadro total de trabalhadores do país, porém apresentamos rendimentos salariais superiores (com destaque para os cargos do judiciário e legislativo) perante os países em melhor situação econômica, a exemplo dos Estados Unidos, com uma renda por habitante cinco vezes superior à brasileira. E paramos por aí!

Mas, os escândalos e as descobertas de novas quadrilhas, atuando no ambiente público e no exercício do poder, se avolumam e acrescentam mais descréditos, internos e externos. Uma reputação frágil e de baixa confiança. Um Brasil minúsculo, vergonhoso, encalacrado nos seus próprios desacertos, que dissolve, a cada minuto, o senso e a consciência moral, além do respeito. Uma nação doente que vagueia sem sentimento de cidadania, nacionalismo e coletividade. Um perfeito desastre! Afinal, para onde estamos indo? E você, o que faria se estivesse num corredor de um hospital público, à mercê do tempo e da falta de atenção? Lute. Lute a todo custo! Lute como cidadão politizado e não como cidadão partidário. Esqueça momentaneamente os movimentos partidários sem crédito. Mas, lute, acima de tudo, para sobreviver e cuidar dos seus. Da próxima geração…..

PT Saudações

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por Fernando Cássio, em maio de 2016

Quem traiu o povo? Onde ficou o idealismo partidário e a ideologia? Quem resolveu avançar na arte do desfazimento? Particularmente, eu votei, um dia,  por mudanças sociais e seriedade. Buscava algo ou alguém diferente. Mais sintonizado com as causas populares e mais sintonizado com preocupações sociais. Buscava por valores esquecidos e por uma necessária  mudança de comportamento político e da própria sociedade. Não dei minha assinatura em voto, para organizar e compor uma possível quadrilha de piratas, supostamente assaltando os cofres públicos e compondo conluios com fornecedores, salvo melhor juízo de valor, o que não parece ser irrefutável, considerando a atuação do Supremo Tribunal Federal, do Ministério Público Federal, da Polícia Federal e da imprensa livre. Não autorizei a formação de um grupo de irresponsáveis, supostamente caracterizados como gestores públicos, para levar o país ao abismo e ao pleno caos econômico, financeiro e social. São mais de 10 milhões de desempregados, uma cadeia produtiva quebrada, uma desconfiança na atuação pública, uma inflação em franca ascensão e falta de legitimidade para governar.

Mas este dia 12 de maio será um marco histórico. O fato não reside na retirada de mais uma autoridade, pois essa ação deve ser encarada na probabilidade matemática da ocupação política. É fato comum, corriqueiro e necessariamente exemplar. Um risco para quem decide se candidatar ao exercício do poder e do parlamento. Políticos caem aos montes, em qualquer país do mundo, como se fossem frutas alcançadas e desgastadas pelo tempo.  É natural! Mas, devemos ressaltar, neste momento, o vigor da democracia sendo praticada ao vivo, com a plena participação e cuidado. Quase uma festa no mundo latino,  disputando espaço e atenção com outros temas  mais populares.  O  Partido dos Trabalhadores – PT deve encarar este momento para uma  reflexão particular. A situação indica a contaminação plena, quando se praticou  o exercício político com o exercício do poder, sem os devidos cuidados éticos. Quando o limite da confiança foi ultrapassado. Quando não ouviu seus pares congressistas. E quando, simultaneamente, foram ampliando os indícios, os rumores e as provas das ilicitudes, sem contra provas convincentes.

Este último capítulo, envolvendo a destituição do cargo, passa a ser uma mancha histórica e irreparável no currículo do partido e de seus membros. Adiante, o PT estará morto ou seguirá cambaleante e desqualificado? Somente o tempo dirá. Mas, nem tudo foi perdido!  Aprendemos, com o legado positivo, que o país é feito de várias matizes que precisam ser ouvidas e atendidas. Aprendemos e fortalecemos o senso crítico constitucional. Em cada canto desse país, todos indistintamente passaram a entender e participar dos meandros relacionados às práticas e aos normativos que exigem da conduta política e social. Passamos a compreender a necessidade dos limites da moralidade e da ética  e o contexto de nação. Assim, vamos seguir adiante, apostando que algo de bom ficou entre tantos desacertos…

Crônica social: Aluga-se

por Fernando Cássio, em abril de 2016

OPORTUNIDADE DE NEGÓCIO – mobiliado, com ampla vista e diversos cômodos. Pré-vago a partir de domingo, dia 17/04. Inquilino anterior já recebeu ordem judicial de despejo. Edificação com alguns problemas estruturais, necessitando de faxina e manutenção nos pilares. Padrão sul-americano Vagas adicionais para auxiliares e copeiragem. Localizado no olho do furação. Contrato de locação por apenas 04 anos, sem direito a renovação. Todos os encargos são fracionados no condomínio chamado Brasil. Aceita-se distrato, caso não dê conta do imóvel. Exige-se garantias para a ocupação, inclusive ficha corrida e pretensões. O fiador deve ser a Nação. Será de exclusiva responsabilidade reparar todos os danos causados Deve-se manter as boas condições para devolvê-lo em ordem, ao final do contrato. Vistorias poderão ser realizadas a qualquer tempo. São permitidas mudanças internas. Não poderá haver sub-locação. Direitos e Obrigações adicionais estão baseados na Constituição Federal. Os interessados devem se apressar, pois já recebemos várias ofertas. IMOBILIÁRIA SUFOCO DE VIDA – nosso lema: a sua satisfação pode não ser a nossa.

 

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Crônica social: Reflexos e Reflexões

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por Fernando Cássio, em abril de 2016

Quem conspirou contra o país? Quem se envolveu em conchavos para garantir e movimentar o uso ilícito de recursos? Quem ludibriou a população? Quem ascendeu a desconfiança? Quem utilizou do poder para o enriquecimento próprio e de terceiros? Quem feriu a Constituição? Quem zombou da ética? Quem cometeu atos de abuso no exercício do poder? Quem consentiu o enquadrilhamento de cargos públicos? Quem instigou a ira, a raiva e a decepção da nação? Quem corrompeu as estruturas hierárquicas da máquina estatal? Quem tentou aniquilar as posturas, as condutas, os princípios e a moral? Quem tentou subverter os valores e a ordem? Quem proporcionou a destruição da cadeia produtiva nacional? Quem não zelou pelo país e facilitou a expropriação? Quem confiscou as esperanças e os negócios? Quem reativou a inflação e o desemprego? Quem foi investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público? Quem foi preso? Quem são os malfeitores? Quem são os acusados, suspeitos e réus? Quem são os piratas e bandidos? Seria você? Somos nós? Avalie junto ao espelho as causas e as dificuldades pessoais, de sua família, amigos e o entorno. Quem deu causa a tudo isto? Domingo, dia 17/04/2016, é tempo de mudança. Há tempo para tudo. Tempo de guerra e tempo de paz…….

 

Crônica social: Porta da Rua

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por Fernando Cássio, em abril de 2016

Já não pairam mais dúvidas! Porém, ainda precisamos dividir e conviver, num mesmo espaço, com brasileiros comuns e gente manchada, composta por um seleto grupo de profissionais, com conduta pirata, que exacerbou do direito de provocar os instrumentos constitucionais, durante o exercício do poder, reduzindo a confiança nacional e arranhando a ética, Apenas aguardamos o momento solene, no excesso de cavalheirismo, para abrir a porta da rua e solicitar, gentilmente, a retirada em fila. Para os rubros, na face e não de camisas, será um ato constrangedor. Mais um! Porém, cerrada a porta, eis o momento do recomeço! Nada indica que estaremos sarando a política, os enfermos e o próprio país, pois a contaminação já se alastrou, alcançando células jovens e maturas, além do futuro. Tão pouco os vícios serão sanados, mesmo com as cicatrizes presentes. Adiante, serão anos a fio! Desejos de assepsia! A placa “nova administração” será essencial, evidenciando a vontade da nação aos olhos do mundo. Então, vamos apostar na sorte, na fé e na índole. Vamos em frente…..

Passando a Borracha

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por Fernando Cássio, em janeiro de 2016

Parece uma tarefa fácil? Antes de tudo confesso que gostaria de ter nascido com o dom da inventividade. Desde criança carrego este sonho. Profissão, inventor. Nada mais original e distante do conturbado e repetitivo mundo das mesmices. Contudo, também observo a pressa dos concorrentes.  Quase tudo já foi criado. Apenas uma ideia original e singular ainda não foi colocada em prática por ninguém. A borracha! A borracha  que apaga as amarguras e as tristezas, assim como a borracha que apaga as tatuagens. Ambas terão sucesso garantindo, quando estiverem em franca produção e à disposição de uma sociedade corroída pelos vícios do modismo e pela maré de azar, que aflige sem piedade este país. 2015 deveria ser apagado da história contemporânea. E os possíveis desalentos também deveriam ser formatados. Foi o ano incapacitante e inoperante! Uma paralisia geral! Uma ziquizira que contaminou, alcançando indistintamente todas as classes e os setores. Quem vivenciou, de perto, perdeu algo. No mínimo, perdemos a dignidade nacional! Tão ruim e maldoso, que revolveu invadir, sem permissão, transfixando o ano seguinte, deixando uma densidade negativa instalada. Porém, essa praga generalizada que tomou posse dos capítulos político, social  e econômico e do enredo Brasil têm poder destrutivo maior e seu alcance vai mais além que um  baixo astral momentâneo.

É fruto do descontrole, da ingerência, das atitudes descabidas e dos comportamentos antissociais que se perduram, perturbam e evoluem. Um contexto desmoronante, que promove o afrouxamento do caráter  e que aniquila o ordenamento público. Uma pátria em declínio moral, com incertezas, sem inibição, arrastando tudo e todos. O ímã da decadência. Uma nação de cidadãos encalacrados e distantes dos princípios. Quem ainda não foi atingindo ou prejudicado não está imune. Não se iluda! As mazelas estão caçando novos adeptos. Os requisitos são incontáveis. Um povo com aptidão natural para conviver e sofrer com as deficiências, públicas e privadas, que infestam todos os recantos. Neste exato momento, não há nada que ofereça credibilidade ou confiança. Nem mesmo prezamos pela segurança, nas derivadas formas, ou prezamos pela governabilidade. Não há pacto! A violência, sem combate e sem uma política nacional, se associa a outros eventos desastrosos, interferindo na paz e acrescentando uma instabilidade psíquica, um processo mental continuado, da perfeita ausência do Estado e do sentimento de cada um por si. O cinismo e a incompetência estão fazendo dueto no palco principal, onde tudo passou a ser teatral, sem simulações ou disfarces. De cara lavada, estampada e gritante! Parece excesso de pessimismo? Talvez! Faça uma breve avaliação do cotidiano. Tente localizar algo que inspire confiança, credibilidade ou honestidade. Escolas, hospitais, qualquer tipo de profissional ou serviço, produtos, legislações, homens e ações públicas, etc.. Nada está imune no Brasil! Talvez, ninguém ou espécie alguma tenha a capacidade suficiente. Capacidade de carregar crenças positivas e um grau mínimo de legitimidade, para estabelecer um novo ordenamento. Ou manter-se ileso. Basicamente uma sociedade sem antídoto! Sem liderança e sem direcionamentos. Uma sensação de conspiração geral! Um ambiente marcado e assentado pela falta de atributos e pela ausência de zelo. Uma época onde a esperteza, a incapacidade e a inaptidão dominam e sobrepõem.  Quando os desejos individuais sobrepõem à coletividade e o bom senso. Um descumprimento crescente e passivo que ilude. Uma ganancia, apimentada pela agressividade, pelo desrespeito e pela impaciência.  Que degenera, falsifica e gradativamente altera os paradigmas, recriando e derivando para uma construção irregular de práticas diárias às avessas. Demonstrando e firmando apenas vestígios de ética. Uma marcha e jornada que acrescenta um novo formato de convivência, relacionamento e um novo modelo de sociedade.

Mas, e o futuro promissor? Que futuro! Quando deixamos germinar, sem cuidado, a semente da instabilidade, a  corrente do mau e a geração da colheita maldita, estamos construindo e cultivando uma nova ordem através do caos. Porque estamos transformando essa nação em rabiscos? Onde estará  a borracha e onde estarão os insurgentes…..

DILMA PESSOA JURÍDICA CONTRA DILMA PESSOA FÍSICA

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por Fernando Cássio, em 22/12/2015

Passaremos a régua no ano de 2015. O que frutificou? Nada! Provavelmente nada, senão múltiplas prisões e acordos de delação. Um governo alicerçado por seguidas manchetes policiais e malabarismo em vários setores. Visões e exemplos negativos de um país incompetente, envolto na criminalidade e nas ilicitudes. Fatos que passaram a ser corriqueiros, sobrepondo atos de avanços. Popularizaram o criminoso político e o caçador de bruxas, na imagem personalística do juiz salvador. Popularizam a imagem de um governo incapaz, criado apenas para a autodefesa das próprias mazelas. Que nasceu hesitante e duvidoso e que se mantém pelo movimento de seguidas descobertas investigativas, especializando-se em projetar gestores que atuam, simultaneamente, nos bastidores do crime e nas formalidades do poder central. Cargos, órgãos e posturas arranhando a confiança e a imagem do Estado. Guiando um país desgovernado, que continua descendo a ladeira. Uma autofagia legítima ou ilegítima? Uma leniência coletiva? Talvez, os brasileiros, a ética e a moralidade já identificaram a fatalidade que se meteram e o iminente desastre que alcançará toda a nação. Neste momento, estamos percorrendo uma descida íngreme que pegou embalo. Um constrangimento geral. Mas, é chegada a hora das previsões e dos gurus. Neste quesito, qualquer brasileiro, em sã consciência, passou a ter o dom da premonição. 2016 já está contaminado e apodrecido. Apenas uma pessoa continua confiante. Não sabemos se compreendem os pensamentos de uma pessoa jurídica ou física…….

MANIFESTAÇÕES DO INCONSCIENTE

por Fernando Cássio, em 14/11/2015

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Não duvidem os políticos! E não duvidem deles também! No inconsciente de cada brasileiro, seja homem, mulher ou criança, evolui ativa e progressivamente a sensação da desordem e da desonestidade encampando às organizações públicas e a sociedade brasileira. Uma sensação de roubo e do conluio de interesses pessoais sobrepondo aos interesses coletivos dessa nação. Uma perfeita visão captada na mistura leviana, noticiada pelas múltiplas relações danosas entre representantes públicos e fornecedores, que se aproveitam do espaço do poder para desviar vultosos recursos públicos. Não há dúvida quanto ao comportamento desvirtuoso e a perda crescente da confiança, onde a crença apenas pontua mais ilicitudes e mais atos de incompetência, simultaneamente. Cresce um senso crítico apurado, de uma população que aprendeu a cobrar pelos seus direitos, pressionada pelas dificuldades sociais e econômicas do seu próprio cotidiano. Apurada pela deficiência transparente das áreas e atitudes dos governos. Instala-se a ideia do roubo generalizado sem qualquer contra oferta de serviços ou preocupação do dolo. Sem cuidado, qualidade ou intenção do fazer. Afloram mais notícias e mais fatos que colaboram para reafirmar esse comportamento anticívico. Algo que não é estancável! Deploráveis exemplos de convivências ditas republicanas. Tudo culmina com uma sugestiva imagem da lama escorrendo de dentro do país, fruto de tantas outras incompetências públicas generalizadas. Mas, antes que o controle judicial e o Estado de Direito (já arranhados) sejam pressionados para manter o equilíbrio e o retorno à ordem, é importante ressaltar que o julgamento da consciência popular já sentenciou este cenário. E algo está por vir, pois nada se mantém eternamente ou sobrevive apenas nas profundezas do inconsciente…

Crônica social: O governo é ruim! E aí?

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por Fernando Cássio, em outubro de 2015

Nem tudo são lástimas. Nem tudo é caos. Vale relembrar a máxima de Abraham Lincoln: “a democracia é o governo do povo, pelo povo e para o povo”. Parece que a sociedade aprendeu a exercitar a democracia, com a alta dose da radiação de negligência pública e desgovernabilidade. E parece que os desacertos governamentais são didáticos. Essa ingovernabilidade abrangente trouxe maior participação, atenção e compromisso da sociedade brasileira. O povo deixou de ser apático! Redescobrimos que não existem representantes sem representados. E que não podemos deixar uma procuração com poderes ilimitados, na hipótese da defesa dos nossos direitos, sem que haja obrigações acessórias e sem que haja legitimidade nessas representações.  Ficamos mais críticos e ampliamos o senso coletivo. Um insight sobre o conjunto de artimanhas que produzem efeitos negativos sobre nós. Passamos a não aceitar castas em detrimento da maioria. Passamos a ter maior consciência sobre as movimentações políticas e maior cuidado com o gerenciamento econômico e financeiro do país. Ressuscitamos o medo da inflação e o controle sobre os gastos de qualquer natureza.

As dificuldades instaladas alcançaram nossos lares, indistintamente, inclusive pela violência que cerca, retirando o véu da falácia que garantia uma proteção fantasiada pelos disfarces midiáticos financiados. Empurrando todos nós para uma única realidade de pré-falência social e caos institucional, provocando um amadurecimento repentino. Passamos a abordar estes temas nas redes sociais, cutucando os descaminhos, expondo segmentos e atos, obrigando reflexões e desagravos. Passamos a delatar crimes e delitos pela impaciência de enxergar erros repetitivos e contumazes. Diante de tanta negligência e corrupção, resolvemos reiterar os princípios baseados na ética e  moral, fundamentais para a coesão social. E aí, forma-se, instintivamente, um elo invisível e duradouro que fortalece a própria sociedade, projetando, ao mesmo tempo, uma ruptura com as representações formais, pela  descrença e pela desconfiança. Passamos a cultivar a ciência política, entendendo conceitos e articulando essa prática no cotidiano. Passamos a ser mais incrédulos quanto aos discursos vazios e quanto às posturas públicas. Passamos a cobrar e exigir nossos direitos, em todos os níveis.

Mas, precisamos ainda entender que não existe uma associação entre o crédito social, disponibilizado pelos governos, através da oferta de serviços,  com  a obrigação do pagamento dessa dívida através do voto, permanecendo, como escravos, na dependência, nos currais e no faturamento eleitoral.   Pelo contrário, precisamos pressionar, ainda mais, os governos para que pratiquem resultados com eficiência e envergadura técnica, atendendo às necessidades desse povo. Assim, nem tudo está perdido! A sociedade não se intimidou e condensa uma nova mentalidade. E uma nova feição, mais altruísta, para o homem público. Tudo isto sugere um novo refazer coletivo. Uma marcha na direção oposta.  Quem sabe não estaria florescendo um novo Brasil. Uma nação unificada e com igualdade para todos, assim como sugere Lincoln…..

Crônica social: O mundo público do vale quanto pesa

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por Fernando Cássio, em setembro de 2015

Essa hipótese está intrinsecamente ligada ao mundo público, na vasta imensidão das vaidades que sobrepõem o exercício da administração científica e das qualidades administrativas. Isto não quer dizer que o mundo privado está imune!

Enquanto vamos criando e recriando regras internas, pressionado àqueles que estão lotados na sede das instituições, ao mesmo tempo, este mesmo público, sobrevive, constatando diariamente a falta de tratamento e julgamento equânime para a maioria dos casos corporativos. São estranhas decisões desbalanceadas que vão desqualificando as atuações e a coesão, atingindo, em cheio, os ânimos profissionais, distanciando, inclusive, a meritocracia já disfarçada, o respeito profissional e as situações individualizadas do capital humano, que coexistem no corpo técnico.  Entre elas, está a possibilidade da cessão funcional. Este evento premia alguns, porém não esclarece como alcançar os tais atributos para oportunamente se tornar um favorecido. Aos premiados, adiciona-se um suplemento salarial, outros ganhos indiretos e o selo da diferença funcional. O erro não está na alforria, nem mesmo no desejo compartilhado por todos. Reside no tratamento desigual, na utilização de um processo informal de escolha, emitindo  transferências ao sabor das conveniências e dos interesses [nem sempre coletivos], sem critérios e de livre arbítrio. Reside também na consequente diferenciação  imputando o conjunto de obrigações para quem fica e não possui a “dita”  marca da confiança, criando facilidades para quem se livra das correntes. Evidencia, simultaneamente,  desequilíbrio na tomada de decisão e favorecimentos, em um mesmo ambiente de trabalho. Vale exemplificar algumas disparidades: (i) não haverá mais necessidade de justificar, mensalmente, os contadores de segundos nos registros de frequência, que não julga produtividade, nem produção institucional; (ii) não haverá desconto salarial por atrasos e faltas, assim como não se apropria pagamento pelas horas adicionais, de noites em claro, visando a produção de projetos  ou créditos adicionais em função do desempenho técnico na excepcional qualidade das entregas dos produtos; (iii) não haverá qualquer obrigação no monitoramento funcional ou gerencial, nem mesmo entre o órgão cedente e o cessionário, ou qualquer consequência politico-institucional dessa conexão, senão apenas o despropósito na movimentação contábil da despesa,  como se existissem outras fontes de receitas, senão apenas mais uma operação circunstanciada [de entrada e saída] na mesma conta única.

Assim, vivenciamos um cenário perfeitamente parcial, injusto, onde há desproporcionalidade entre “direitos e vantagens” para alguns e “os rigores da lei” para a maioria. Onde há escolhidos e preteridos. Um cenário onde não se valoriza, não se guarda e não se julga por méritos técnicos e profissionais e não se valoriza as experiências e os feitos incomuns. Longe disso! Enxerga-se exclusivamente as relações e conexões  junto ao poder. Um ambiente favorável a proteger a quem deseja jogar o jogo desleal, induzindo para uma aceitação de artimanhas como única forma de garantir o desenvolvimento e o crescimento particular.  Neste contexto, reduz a participação e o público disponível. Destaca-se, assim, a possibilidade dos erros e a complacência nas atitudes, quando as circunstâncias do cotidiano público exigem deliberações baseados na consciência exclusiva de cada gestor, reproduzindo um modelo gerencial sem padrão. Cria-se, dessa forma, um mundo disfarçado, que produz estragos, visíveis aos olhares cientes daqueles que estão aptos às próximas injustiças ou que já saborearam a corrosiva prática. Ativa-se um ambiente frustrante e uma agressão muda, no clima organizacional propenso às doenças ocupacionais.  Sem dúvida, um lugar que requer evolução…

Crônica social: Fazendo Mais com Menos

mais com menospor Fernando Cássio, em setembro de 2015

O jeitinho brasileiro assumiu mais uma variante. Agora os videntes profetizam tempos de mudanças e tempos de novos modismos. É chegado o momento de repensar a forma como os governos estão atuando. Afinal, quase tudo deu errado! Conseguimos criar uma doença nacional cujos efeitos são de uma “poli-crise”! Ora, há quase 13 anos estamos praticando o mantra do consumo, sem que exista preocupação com a escassez da fonte geradora de recursos, sem que haja controle dos gastos públicos, inclusive concorrendo com multiplicadas ilicitudes, além de tantas outras pressões nacionais em função dos próprios desacertos do governo. Aplica-se, ainda, a desatenção sobre vários aspectos estruturais – econômicos, políticos e administrativos, que foram esquecidos, propositalmente ou não, diferente de qualquer país sério. Saímos do modelo traçado e planejado, baseado na administração gerencial e científica, para simplesmente fazer uso da riqueza nacional, no vácuo momentâneo dos ventos favoráveis que sopravam em todos os continentes. Ao consumirmos, desenfreadamente, sem critérios, no intuito teatral do encantamento, esquecemos dos princípios. Eis que findaram as fontes, as promessas  e a paciência do povo.

Vivemos um dualismo secular sobre Estado e Governo. Que coexistem, simultaneamente, num mesmo palco, com distintos interesses. Como se corpo e mente destoassem entre descompassos gerenciais e descoordenações motoras. O Estado, a máquina pública, se curva e se escraviza diante das ideologias passageiras. Grupos que enveredam por modificar e quebrar a continuidade das ações e projetos, criando ou recriando efeitos aparentes de mudanças, sem que haja qualquer transformação mais profunda. Isto acontece, seguidamente,  em vários segmentos do ambiente público. Paralisam e alteram o movimento da estrutura pública para imprimir um novo ritmo, adequado às características pessoais do novo administrador, num marketing político duvidoso, inserindo promessas midiáticas e pretensos modelos administrativos, sem conexão ou vínculos.  Infelizmente, a massa de eleitores passa a ser a massa de manobra que crê em milagrosas alternativas sem vínculos reais e sem princípios metodológicos. E, num segundo tempo, a massa de gestores públicos, que  terá a missão singular de defender as possíveis desconexões e arestas.

Imagine uma empresa de construção de aeronaves, alterando os processos decisórios e gerencias, a cada ciclo, a critério da vontade do grupo majoritário de plantão. Claro que seria um perfeito desastre [aéreo]. Jamais haveria plenitude e eficiência operacional! Quiçá, não haveria produtividade, profissionalismo e  produção! Do outro lado da cerca reside o ambiente público, que padece desse mal. Um conglomerado empresarial que direciona políticas para a saúde, segurança, economia, etc. e que também gerencia, executa e oferta serviços à sociedade. Mantêm delegacias, hospitais, escolas e determinam regras que refletem em impostos, arrecadação e na própria coesão social. Tamanha capacidade exigiria igual profissionalismo e seriedade. Mas, será que essa assertiva é verdadeira? Claro que não! A realidade demonstra o contrário.

A ingerência formal ou a má gerência do ambiente público reflete, em suma, num país perseguido pela histórica arte do improviso. Quanto mais improvisado e carente de controles, será mais susceptível aos grupos que ocupam o poder.  Um defeito que ocupa as entranhas das instituições. E este mesmo defeito, de alguma forma, está entrelaçado nas atuações dos gestores e dos cidadãos. Na falta de zelo, civismo e patriotismo. Na ausência de uma cultura nacionalista que confirma e zela pela conduta proba. Uma falta de qualidade em quase tudo que é produzido para ou pelo mundo público. Erros recorrentes e medidas paliativas repetitivas. Atividades organizacionais sem processos preestabelecidos ou formalizados, onde a burocracia vence os métodos e os controles. Tecnologias que não funcionam ou que exigem eternas manutenções. Fiscalizações e auditagens que nem alcançam os mais exacerbados excessos. Obras que perdem a validade e se deterioram bem antes do tempo mínimo de uso, quando não se destroem antes mesmo de serem inauguradas. Comunga-se com um Estado lento e oneroso, enquanto onera todos nós. Assim, entre tantos despropósitos, o imperativo é colher resultados em nome de alguns e caso haja sobra, então colhe-se também em nome do povo. Neste sentido, há uma luta ingrata. Como transformar o Estado Brasileiro em uma organização mais profissional, imparcial, eficiente e menos dependente dos desejos políticos temporais? Como criar condições para buscar resultados menos influenciados por fornecedores e com maior credibilidade junto à sociedade? Como envidar autonomia ao Estado e reduzir a dominação exercida pelos governos? Como separar competências de Estado e trata-las como ações continuadas e obrigatórias, sem que haja interferências? Onde encontrar as sustentações necessárias para direcionar iniciativas e produzir no intuito de fazer e fazer bem feito? E finalmente, quem sabe, não é chegada a hora de pensar e conceber uma “Certificação para Funcionamento” ou alvará, alcançando qualquer instituição ou instância pública,  no intuito de observar a existência  indispensável de um  pacote mínimo de habilidades técnicas e tecnológicas, atuando de forma conjunta e integrada, atendendo às funções administrativas  de planejar, comandar, organizar, coordenar, avaliar, supervisionar e controlar.

Enquanto isto, o eficiente jeitinho brasileiro rapidamente remodela o sentido das coisas, recriando a necessidade de se pensar diferente, novamente esquecendo os princípios – inclusive de planejamento e gestão, além dos redesenhos para indicar novas direções e rumos. Quem sabe, não seria conveniente utilizar palavras mágicas de efeito, como governança e inovação, como uma dupla sertaneja que não desafina. Consideram que a urgência incita soluções rápidas, de baixo custo, sem maiores conexões estratégicas e baixo valor agregado. Em suma, mais uma forma teatral de resolver crises. Mas, neste cenário de guerra, onde não há mais perspectivas favoráveis, onde não há mais recursos disponíveis, onde reina a baixa credibilidade e a falta de legitimidade, quem teria a coragem de propor outra forma de encarar estes problemas? Por onde estariam os tecnocratas, esquecidos nos porões dos escritórios públicos, que teimosamente insistiam por enveredar pela administração científica?  Quem teria a coragem de dobrar o punho da camisa, convidando os pares para reconstruir o Estado Brasileiro e a Nação? Seguramente, seria um momento importante para avaliar os últimos acontecimentos públicos e verificar as verdades embutidas no slogan “fazer mais com menos”. Uma parada obrigatória para comparar o comportamento e os resultados dos administradores e da própria  administração pública. Refletir sobre o tempo e sobre o consumo de milhões de recursos financeiros que produziram impactos insignificantes. Refletir sobre a monotonia que paralisa e adoece a máquina,  desencorajando a agressividade por  inovações e mudanças. Faça uma rápida constatação: quais processos públicos, criados nos últimos 05 ou 10 anos, projetaram ganhos ou vantagens para você? Estes seriam, talvez,  as dúvidas existenciais, nas diversas instâncias e pensamentos. E algo me diz que, matematicamente, nessa lógica, sempre dará menos…..